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Agricultura familiar: o pilar silencioso que move a economia do Rio Grande do Sul

10 de outubro de 2025

A agricultura familiar, frequentemente vista sob uma lente puramente social, é, na realidade, um dos motores econômicos mais robustos e resilientes do Rio Grande do Sul. Longe de ser um mero complemento ao agronegócio de larga escala, este segmento representa a base da segurança alimentar, a principal fonte de ocupação em inúmeros municípios e um poderoso vetor de distribuição de renda no estado.

Analisar o impacto da agricultura familiar no RS é compreender a capilaridade de sua contribuição, que se manifesta desde a mesa do consumidor até o desenvolvimento econômico local.

  1. O motor da geração de renda e emprego no RS

O Rio Grande do Sul se destaca no cenário nacional pelo número expressivo de estabelecimentos de agricultura familiar, que superam a marca das 300 mil propriedades, segundo dados de órgãos como o IBGE e a Emater/RS.

  1. Garantia de segurança alimentar e diversidade produtiva

A diversidade da produção familiar é a chave para a segurança alimentar do estado. Enquanto o agronegócio se foca em commodities como soja e milho, a agricultura familiar garante o suprimento da maior parte dos alimentos consumidos diariamente pelos gaúchos:

  1. Sustentabilidade e resiliência ambiental

Embora a escala seja menor, a gestão da terra na agricultura familiar está intrinsecamente ligada à sustentabilidade. A tradição de cultivar em pequenas glebas e a diversificação de culturas favorecem práticas de manejo que protegem o solo e a biodiversidade.

Em um contexto de mudanças climáticas e necessidade de transição para modelos mais sustentáveis, a agricultura familiar oferece um know-how valioso em:

Investir no futuro do RS é investir no campo familiar

O impacto da agricultura familiar transcende a soma de suas produções. É um fator de equilíbrio social, um garantidor de emprego e renda no interior e a fonte primária da diversidade alimentar.

Para o Rio Grande do Sul, reconhecer e potencializar este segmento não é apenas uma questão de justiça social, mas uma estratégia inteligente de desenvolvimento econômico. Políticas públicas focadas em inovação, acesso a crédito, assistência técnica de qualidade e garantia de mercados (como o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE e o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA) são essenciais para transformar o gigante silencioso em um motor de crescimento ainda mais robusto e duradouro para todo o estado.