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13ª Semana Nacional de Educação Financeira aposta nos poupadores do futuro

2 de junho de 2026

A longevidade deixou de ser apenas uma conquista demográfica para se tornar um desafio coletivo. Viver mais exige planejamento, educação financeira e uma nova relação com o futuro. Foi justamente esse o eixo central da 13ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), realizada entre os dias 18 e 24 de maio de 2026, com o tema “Educação Financeira: construindo um futuro com longevidade e prosperidade”.

Promovida anualmente pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), a Semana ENEF consolidou-se como uma das principais iniciativas brasileiras de disseminação de conhecimentos sobre finanças, previdência, seguros e planejamento de longo prazo. O evento se transformou em um movimento nacional capaz de conectar escolas, empresas, órgãos públicos e entidades previdenciárias em torno de um objetivo comum: preparar cidadãos para decisões mais conscientes ao longo da vida.

Em 2026, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) ampliaram significativamente sua participação na programação. O grande destaque foi o Projeto Poupadores do Futuro, coordenado pelo Ministério da Previdência Social em parceria com entidades públicas e privadas. A iniciativa levou oficinas presenciais de educação financeira e previdenciária para escolas de todas as regiões do país, aproximando crianças e adolescentes de conceitos como poupança, consumo consciente, planejamento e previdência desde cedo.

Os números ajudam a dimensionar a abrangência da mobilização. Segundo o Ministério da Previdência Social, mais de 30 mil alunos foram impactados em aproximadamente 100 cidades brasileiras, com ações realizadas em mais de 200 instituições de ensino. Participaram do projeto 62 entidades fechadas de previdência complementar, 35 regimes próprios de previdência social e 12 gerências executivas do INSS.

Mas talvez o aspecto mais relevante da Semana ENEF não esteja apenas na escala alcançada, e sim na mudança de perspectiva que iniciativas como o Poupadores do Futuro ajudam a provocar. Em um cenário marcado pelo consumo imediato e pela busca constante por resultados rápidos, falar sobre previdência para crianças e adolescentes pode parecer prematuro. Na prática, porém, trata-se de estimular uma habilidade cada vez mais necessária: pensar no longo prazo.

Durante as oficinas, esse aprendizado aconteceu de forma leve e próxima da realidade dos estudantes. As iniciativas incentivam alunos do ensino fundamental a refletirem sobre sonhos, escolhas e responsabilidades futuras por meio de dinâmicas lúdicas e interativas.

Alunos da educação infantil, através de brincadeiras, aprenderam conceitos fundamentais de educação financeira como a diferença entre necessidade e desejo e a importância da poupança para realização de objetivos.

O caráter colaborativo também chamou atenção nesta edição. A educação previdenciária deixou de ser uma pauta restrita ao ambiente corporativo e passou a ocupar escolas, espaços comunitários e redes sociais, em uma atuação conjunta entre setor público, entidades de previdência complementar e instituições educacionais.

Ao longo da semana, o debate sobre longevidade apareceu de maneira recorrente. Autoridades e especialistas destacaram que as novas gerações provavelmente viverão mais de 100 anos, realidade que exige preparação financeira e previdenciária desde cedo. A construção de uma sociedade mais próspera depende da formação de uma cultura de poupança e planejamento contínuo.

Nesse contexto, as EFPC assumem um papel que vai além da administração de planos previdenciários. Tornam-se agentes de transformação social ao contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes sobre consumo, proteção financeira e construção de patrimônio ao longo da vida.

A 13ª Semana ENEF mostrou que educação financeira não se resume a ensinar matemática financeira ou organizar planilhas. Trata-se, sobretudo, de desenvolver consciência sobre escolhas, prioridades e futuro. E talvez esteja justamente aí o maior legado do Projeto Poupadores do Futuro: plantar, ainda na infância, a ideia de que prosperidade sustentável começa com informação, planejamento e visão de longo prazo.